Como usar o TikTok em sua estratégia de Marketing Digital

TikTok

Os profissionais de marketing digital precisam constantemente se atualizar sobre as novidades do mercado e o TikTok é uma delas.

Essa rede social já mostrava sinais de se tornar uma febre mundial no fim de 2019, quando se tornou a quarta maior rede social do mundo em número de usuários e o terceiro aplicativo mais baixado tanto na App Store quanto na Google Play Store. O isolamento social decorrente da pandemia da COVID-19 deu um boom para o aplicativo. Por isso, vamos entender como ele funciona e como é possível usar o TikTok na estratégia de marketing digital.

O que é o TikTok?

Para saber se vale a pena investir no TikTok na sua estratégia de marketing, primeiro precisamos entender o aplicativo. O TikTok App é uma plataforma de vídeos curtos, lançada em 2016 na China, disponível para Android e iOS. Através dele os usuários podem criar e editar diretamente no aplicativo vídeos de até 15 segundos (ou uma sequência de 60) ou fazer o upload de arquivos editados fora do app. Dentro do TikTok, o usuário tem à sua disposição uma variedade de filtros e músicas.

Em 2018, o aplicativo também chinês Musical.ly, que permitia aos usuários cantar músicas “ao lado” de cantores famosos   — a tela era dividida ao meio, de um lado uma gravação do cantor cantando trechos da canção e do outro o vídeo do usuário, de forma que eles faziam um dueto — ficou extremamente popular e foi incorporado ao TikTok, contribuindo para sua popularidade.

Como usar o TikTok no marketing do meu negócio?

Os números são impressionantes. No final de março, o TikTok foi o segundo app mais baixado na web e apenas na Google Play Store teve 1 bilhão de downloads. Os dados oficiais do Brasil ainda não foram divulgados, mas estima-se que mais de 7 milhões de brasileiros estejam no aplicativo. O sucesso em nosso país é visível com a entrada de diversas celebridades e pessoas influentes e nos diversos vídeos que se tornam virais inclusive nas outras redes, depois de fazerem sucesso no TikTok.

Mas antes de investir nessa rede social, é importante considerar alguns pontos.

O público do TikTok

Primeiramente, o público do aplicativo está majoritariamente na faixa etária entre 16 e 24 anos. Este é o seu público alvo? Se sim, investir no TikTok pode ser extremamente eficaz para se aproximar do seu consumidor. Se não, é provável que você não encontre o seu cliente nesta rede. É claro que, com o tempo e com a inscrição de novos usuários, esse cenário pode mudar.

Outro ponto é que o aplicativo ainda não é de uso massivo Brasil, mas sua popularidade vem aumentando de forma exponencial nos últimos meses. A presença da sua marca no TikTok pode te colocar à frente da concorrência.

O TikTok possui uma segmentação extremamente eficaz

Ainda pensando no público, algo muito positivo no TikTok é sua inteligência artificial que faz com que o conteúdo que chega ao usuário seja extremamente segmentado de acordo com os interesses e com o que ele se engaja na rede.

A forma como ele funciona, mostrando um vídeo atrás do outro, também aumenta essa interação com o conteúdo. Segundo o Bussiness of Apps, os usuários passam 50 minutos por dia no aplicativo.

O que postar no TikTok?

De forma geral, o TikTok tem uma veia humorística e descontraída. Os vídeos que viralizam são de humor, dublagem de música e de hashtag challenges – geralmente ao som de músicas do momento, inclusive esses desafios ajudaram no desempenho de hits como Say So da Doja Cat e Dance Monkey de Tones and I.

Por isso, se sua empresa tem um tom mais formal e sério, é mais difícil encontrar reverberação no TikTok. Porém, existem perfis que produzem conteúdos mais sérios, como dicas de aprendizado, e que apresentam bom engajamento. Afinal, quando falamos de redes sociais nada é definitivo, o próprio Instagram surgiu como uma rede para fotógrafos profissionais compartilharem seu trabalho, objetivo que foi se adequando até chegar à proposta atual.

Marcas como Guess e Calvin Klein já lançaram campanhas de hashtag challenges no TikTok e tiveram ótima repercussão. A hashtag #InMyDenim da Guess estimulava que usuários compartilhassem looks e teve 37 milhões de visualizações.

Portanto, se for criar conteúdo para sua empresa no TikTok explore as hashtags, pense em criar um challenge, poste vídeos do dia a dia da empresa, de demonstrações rápidas do produto, etc.

Assim como nas outras redes sociais, também é possível anunciar através de influenciadores. Segundo pesquisa da Infobase Interativa, 72% dos usuários do app seguem influenciadores e 50% confiam na recomendação dessas personalidades.

De olho no sucesso, foi criado o TikTok Ads. Apesar de não estar em português, é possível usá-lo, porém a criação da conta não é aprovada automaticamente. No Brasil, o acesso ainda é restrito, mas a tendência é que se torne uma ferramenta mais acessível conforme o aplicativo populariza-se por aqui.

O TikTok é uma forma de engajar seus clientes e construir uma relação mais próxima.

A chave do TikTok, com vídeos descontraídos e curtos, é a dinâmica e proximidade com os usuários. Muito se fala da tendência de desglamourazição das redes sociais, o público está cansando da imagem super produzida e dos feeds extremamente organizado do Instagram, e o TikTok é um meio que surge neste contexto de humanização.

O consumidor atual cada vez mais busca ter uma relação próxima com as marcas e quer se identificar com o propósito daquilo que consome, por isso, o TikTok se apresenta como um novo canal com grande potencial para o branding das empresas, seja com conteúdo próprio ou através de influenciadores.

Explore o TikTok e analise sua estratégia de negócios atual: sua persona, seus objetivos, seu propósito; se eles casam com o aplicativo, comece a postar!

Vídeo de YouTube.com/projetualcomunicacao. Inscreva-se!

Marketing de Influência acessível aos pequenos negócios

Marketing de Influência acessível aos pequenos negócios

Escrevi esse artigo para a Escola de E-commerce e compartilho agora com meus seguidores do LinkedIn. Fiz pequenas adaptações para que ele seja útil por aqui tanto para lojistas virtuais quanto para outros tipos de negócio. Boa leitura!

Marketing de Influência é uma abordagem do marketing que desenvolve ações focando em indivíduos (ou grupo de indivíduos) com a capacidade de exercer influência sobre um determinado público que, via de regra, costuma ser extremamente engajado com o conteúdo oferecido por essas pessoas.

Influência é usada desde a publicidade tradicional como argumentação de venda. Ao assistir uma propaganda de shampoo com a Gisele Bündchen, por exemplo, o público que se identifica com a top model brasileira tende a procurar por aquele produto primeiro, pelo desejo de aproximação de um comportamento ou imagem idealizada, mas também porque veem a modelo como autoridade na abordagem de assuntos relacionados à beleza.

A boa notícia é que, na era digital, você não precisa depender das grandes celebridades para desenvolver uma campanha utilizando o marketing de influência como estratégia para o seu e-commerce – e até mesmo para seu negócio físico, já que os Influencers também podem incentivar seus seguidores locais a irem até uma loja física em busca de um objeto de desejo.

Tão famosos quanto, ou nem tão famosos, mas ainda assim efetivos, os chamados influenciadores digitais se apresentam como excelentes oportunidades principalmente para os pequenos e médios negócios, que praticamente podem contar apenas com estratégias do marketing digital para promover suas vendas.

Estudos recentes de marketing já demonstraram que mesmo as grandes empresas já reduziram investimentos em modelos tradicionais de propaganda para dar maior atenção às estratégias de marketing digital, incluindo ações focadas em influenciadores digitais.

Nos Estados Unidos, por exemplo, 59% dos gestores de marketing confirmaram a adoção de tal estratégia. Um artigo publicado pela Revista Entrepeneur aponta este dado como um dos cinco motivos para acreditar no crescimento do marketing de influência.

Em campanhas de marketing de influência bem planejadas, o influenciador digital funciona como um instrumento de extensão da marca e estabelece uma ligação mais humanizada entre o seu produto/serviço com um público específico, que também deverá ser um público onde se encontram seus potenciais clientes.

Funciona mesmo?

Além de demonstrar a mudança de comportamento dos gestores de marketing americanos em relação aos investimentos em estratégias de marketing, o artigo da Entrepeneur também apresenta dados importantes para quem ainda está com dúvida sobre a efetividade do marketing de influência.

Segundo a publicação, 74% dos consumidores utilizam as redes sociais na jornada de compras e até 92% deles confiam muito mais em pessoas que nas próprias marcas.

Isso significa que, em algumas situações, será muito mais efetivo que influenciadores falem pela sua marca no lugar da própria marca falar por si. Para o caso de novos negócios, estratégias de marketing de influência são preciosas para a fase de descoberta (aprendizado), pois eles conseguem agir sobre os consumidores desde o início, ou seja, no momento de apresentar a marca, e também nas fases de reconhecimento, consideração e, finalmente, a tomada de decisão.

Como fazer?

Apesar de parecer complicado, para se desenvolver uma ação estratégica de marketing de influência com êxito, você precisará seguir alguns passos primordiais para absolutamente qualquer estratégia de marketing tradicional. O primeiro deles é o planejamento.

No planejamento, você precisa conhecer o seu produto e definir muito bem o seu objetivo. Com essas informações amadurecidas, você terá melhores chances de identificar influenciadores que se comportem como a sua marca se comporta e que têm condições de falar com a mesma linguagem dela.

Para os pequenos negócios, este pode ser o grande e assustador fantasma do marketing de influência, pois como acessar estes influenciadores? É aí que está uma das maiores vantagens desta estratégia, a acessibilidade e facilidade, pois, salvo em alguns casos, você poderá entrar em contato direto com o próprio influenciador pelas redes sociais, sem intermédios de agências, assessores ou empresários.

A outra vantagem é que, principalmente para os pequenos negócios, você não precisará ir atrás de grandes influenciadores. Muito provavelmente, a sua ação poderá ter mais efetividade se você escolher trabalhar com microinfluenciadores, ou seja, pessoas não tão famosas, mas que possuem alguma autoridade em algum assunto específico ou em assuntos relacionados ao campo semântico da sua marca, produto ou serviço.

Esses microinfluenciadores podem ser a blogueira de moda da sua cidade, a youtuber que acabou de viralizar na região. O importante é que o influenciador tenha a capacidade de gerar valor e confiança para o seu e-commerce.

Valor e confiança, inclusive, são duas palavras-chaves para você que deseja investir no marketing de influência, porque nem sempre a quantidade de seguidores nas redes sociais serão fator relevante para a escolha do influenciador ideal para a sua marca.

O importante, na verdade, é verificar o quão efetivo é o engajamento desses seguidores com o influenciador. Uma ferramenta que pode ajudar muito nesta missão é o Ig Audit, ferramenta que faz uma verdadeira auditoria no perfil e fornece dados como a porcentagem de seguidores reais, e uma média ideal de curtidas e comentários para a quantidade de seguidores que o perfil ostenta.

Segundo a especialistas, perfis com menos de 60% de seguidores reais tendem a ser menos efetivos em engajamento, e não seriam recomendados para ações de marketing de influência.

Em contrapartida, se a taxa de seguidores reais for superior a 75%, este perfil poderia ser considerado para este tipo de ação.

Se agora você já se convenceu de que o seu e-commerce tem potencial para utilizar o marketing influência, fica uma última dica: após escolher o influenciador, planeje a ação que você pretende desenvolver junto com ele, equalizando a apresentação do conteúdo de modo a deixá-lo o mais natural possível.

Agora me conta: seu e-commerce já utilizou alguma estratégia com influenciadores digitais? Quais foram os resultados?

Também te convido a assistir alguns dos meus vídeos sobre o tema:

Como escolher um Influenciador para sua marca

Número de Seguidores ou Influenciador de Nicho?

Grande abraço e até o próximo Artigo! 🙂

Milena Mancini

Millennials e Geração Z: diferenças no hábito de consumo entre as gerações

Diferença entre Millenials e Geração Z

Produzi esse texto para ser publicado em Junho de 2019 no Portal da Comunidade Sebrae. Divido aqui com vocês para ampliar o alcance do conteúdo! Espero que gostem, boa leitura.

Como sempre falo em meus conteúdos, consumidores não possuem hábitos rígidos, imutáveis com o tempo. Assim como o mundo muda, os hábitos de consumo também mudam de geração para geração.

Quando falamos sobre os millennials ou Geração Y, por exemplo, a geração nascida entre meados das décadas de 80 e 90, temos um grupo de pessoas bem mais “independente” do que a geração anterior.

Os millennials, que já eram adolescentes ou jovens no boom da Internet, são mais decididos em suas escolhas e possuem mais autonomia nos processos de compra, e obrigam as empresas a criarem estratégias diferenciadas para atrai-los.

Dentro de poucos anos, porém, o mundo também será recheado de pessoas da Geração Z, aquela que nasceu entre o fim da década de 90 e 2010. Por sua vez, essa geração já nasceu com a internet a todo vapor, aproveitou vários aparelhos tecnológicos e desde cedo possui smartphones. Entre millennials e Geração Z, portanto, os hábitos de consumo e interação são diferentes.

Hoje, com uma ajuda da Forbes, vou explicar algumas diferenças entre Millennials e Geração Z. São coisas que as empresas precisam ter em mente para atender às expectativas de seu público-alvo e fisgar seu interesse.

Entendendo diferenças entre Millennials e Geração Z

Ambas as gerações são digitalmente fervorosas, mas agem na internet de formas diferentes. A Geração Z costuma ser mais a par das tendências, interagir mais e estar em diversas frentes ao mesmo tempo. Os millennials são aqueles que também usam a internet como forma profissional e a vê como ferramenta de trabalho.

Suas semelhanças fazem, às vezes, com que muitas empresas os coloquem “no mesmo saco”, utilizando estratégias semelhantes para atrair os dois públicos.

Influenciadores digitais são mais relevantes para a Geração Z do que para os Millennials.

Para se ter uma ideia melhor, é só ver as coisas por este lado: os Millennials são aqueles com idades entre 19 e 30 e poucos anos, enquanto a Geração Z possui entre 11 e 18 anos. De certo modo, é a diferença entre um adolescente e um adulto, e nós sabemos que as distinções entre esses públicos são muitas.

A Geração Z gosta mais do Marketing de Influência

O Marketing de Influência é uma estratégia crescente entre diversas empresas, como nós já comentamos no blog da Projetual. A ideia de utilizar influenciadores digitais para atrair um grupo ou público-alvo específico é uma estratégia aplicada por diversas empresas, direcionada principalmente ao público mais jovem.

Os Millennials também gostam dos influenciadores, mas é comum que eles vejam os Youtubers, por exemplo, como mero entretenimento. Já a Geração Z costuma ver esses influenciadores como ídolos, papéis a serem seguidos e de fato seguem suas opiniões.

Segundo um relatório do Google, cerca de 70% da Geração Z que acompanha youtubers vê essas personalidades como pessoas mais relevantes e influentes do que as celebridades tradicionais.

Para atingir esta geração na estratégia do marketing de influência, é importante entender bem o público e qual tipo de conteúdo é mais relevante para ele.

Millennials utilizam mais o e-commerce

Quando falamos do quanto o e-commerce tem crescido nos últimos anos, e deve continuar crescendo, grande parte da culpa é dos Millennials.

A geração de jovens atuais confia muito mais nos dispositivos eletrônicos para fazer compras, enquanto boa parte das estratégias das empresas é direcionada para eles.

De acordo com pesquisas atuais, em torno de 70% ou mais dos Millennials faz compras online, comprando em média uma vez ao mês. A grande disponibilidade de produtos básicos online também aumentou a presença digital destes consumidores.

A Geração Z certamente vai comprar mais online no futuro. No entanto, como ainda são muito jovens e não possuem muito poder de compra, é difícil esperar deles o mesmo que os Millennials fazem.

A Geração Z está mais presente na internet

Como falei no início, é fácil identificar que os mais jovens estão mais presentes na web, navegando por mais tempo e com mais perfis em redes sociais.

Segundo a Forbes, enquanto os Millennials costumam navegar em média por até 3 telas ao mesmo tempo, a Geração Z fica presente em até 5 telas ao mesmo tempo. Isso quer dizer que esta geração de adolescentes e jovens está bem mais conectada que os Millennials e, portanto, presente em mais canais.

Os mais jovens querem mais autenticidade e independência

Os Millennials já deixaram claro que gostam de conteúdo original e autêntico, ou seja, nada dos “cowboys da Marlboro” e outras coisas fantasiosas e editadas. O que vale são as histórias e benefícios reais de um produto ou serviço.

Mas a Geração Z está mais longe, e está deixando claro que gosta de conhecer a marca por trás do serviço e se relacionar com ela. Nada de Photoshop, histórias mirabolantes e celebridades antigas.

Isso quer dizer que eles gostam da transparência da marca e da sua atitude com o mundo, o que também justifica o gosto da Geração Z pelos produtores e serviços locais, mais próximos a eles.

Entre Millennials e Geração Z, a tendência que grita forte são as noções de independência em relação as marcas. Enquanto os Millennials já possuem essa característica, a Geração Z leva ela ainda mais longe.

De acordo com um estudo da empresa Ernst & Young, que analisou os hábitos de consumo entre as gerações, cerca de 45% dos Millennials gostam dos programas de fidelidade das empresas, criados para fazer o consumidor continuar comprando. Entre a Geração Z, apenas 30% acha que esses programas são uma boa ideia.

Espero ter ajudado você a entender as diferenças entre os futuros maiores públicos consumidores. Lembrando que utilizei informações deste conteúdo da Forbes para compor este artigo.

Até a próxima! ?