E-commerce: Saiba como tirar a sua ideia do papel e começar a vender de maneira virtual

Mão segurando cartão de crédito em frente ao computador

No momento, você pode ter um número expressivo de clientes. Ou, por outro lado, talvez esteja no início da sua trajetória empreendedora. Porém, independente da fase, uma coisa é certa: é hora de entrar no cenário virtual e investir no seu e-commerce.

De acordo com dados da empresa Neotrust, em 2021, o comércio online no Brasil apresentou alta de 27%. Além disso, teve faturamento de R$161 bilhões.

Ou seja, é um campo que está em alta. Em suma, é uma oportunidade muito lucrativa.

E é no artigo de hoje que você confere os primeiros passos para criar o seu e-commerce.

Passo a passo para criar um e-commerce

A seguir, você confere como entrar, definitivamente, no comércio online.

Este passo a passo pode ser utilizado por iniciantes ou por empreendedores que já atuam com vendas e agora têm o desejo de atuar na internet.

Planejamento

Para montar o seu espaço de vendas online, você deve realizar o planejamento do seu negócio e a pesquisa do cenário de atuação.  Sendo assim, é aqui que serão definidos:

  • Recursos financeiros;
  • Fornecedores;
  • Logística;
  • Setor operacional;
  • Estratégia de vendas.

Além disso, o público-alvo também deve ser definido nessa etapa.

Regularização e conhecimento burocrático

Para manter sua empresa regularizada você pode optar pelo MEI (Microempreendedor Individual) indicado para faturamento que não ultrapasse 60 mil por ano.  Outra opção é o Simples Nacional, indicado para empresas que faturam mais – até R$ 3,6 milhões.

Além disso, você deve buscar informações sobre o Decreto Federal nº 7.962/2013, conhecido como Lei do e-commerce. De maneira geral, essa lei define como deve ser a relação comercial no cenário online.

Por fim, você deve pensar na segurança dos seus clientes. Em razão disso, deve conhecer a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Análise da melhor plataforma para o seu e-commerce

De fato, é nessa etapa que a sua loja online começa a ter identidade. Você deve escolher uma plataforma que suporte o layout e adaptações que você quer inserir na sua página.

Porém, outra opção é contratar um desenvolvedor de sites.

Descrição do catálogo de produtos e serviços

Aqui, a regra é simples: seu produto deve causar uma boa impressão. Portanto, é necessário que você se preocupe com o visual e a descrição do que você tem a oferecer. Você deve apresentar imagens com bom enquadramento e iluminação adequada. Já a descrição deve detalhar a utilidade e diferenciais de maneira clara e atrativa.

Afinal, é nessa etapa que o visitante decide se irá comprar o seu produto.

Atendimento para e-commerce

O consumidor que escolhe comprar de maneira online precisa de um atendimento específico. Afinal, esse cliente não conta com o auxílio presencial do vendedor, nem com o produto físico.

De fato, é o atendimento que trará segurança para o cliente adquirir o produto. Ainda mais, é uma ótima ferramenta de pós-venda, já que a excelência no atendimento pode não só atrair, mas fidelizar clientes. Você pode oferecer ao cliente as seguintes formas de atendimento: chat, telefone, e-mail e redes sociais.

Conclusão

Ao seguir as indicações desse artigo, você poderá criar um canal de contato direto com o cliente. Do mesmo modo, poderá ingressar em um nicho de vendas que não para de crescer. Consequentemente, terá à sua disposição mais uma fonte de lucro, pois não ficará limitado ao horário comercial.

Em resumo, com o e-commerce, seu produto fica disponível para o cliente 24h por dia.

Por fim, se você necessita de uma consultoria mais personalizada, entre em contato comigo: https://milenamancini.com.br/consultoria-de-marketing-digital/

Juntos vamos analisar suas necessidades e objetivos.

Fonte: Imagem – www.freepik.com

Como deve ser o mundo pós pandemia?

consumo pós pandemia

Há muitos meses falamos em “novo normal” para imaginar um mundo pós pandemia. A verdade é que ainda estamos nessa transição e tanta coisa já mudou que a palavra “normal” nem cabe mais. Você percebeu?

A necessidade do distanciamento social mudou hábitos, relacionamentos, gostos, lazeres, formas de consumo. E tudo aquilo que foi perdido no mundo físico e social, o digital foi buscado para suprir.

O mundo pós pandemia é (bem) mais digital

Uma certeza que podemos ter é que a transformação digital foi (ainda mais) acelerada. Talvez o setor que mais represente isso seja o do entretenimento. Será que o mundo pós pandemia terá menos cinemas, discos e shows?

Assim como o mundo todo, o Brasil recorreu muito ao Netflix durante os primeiros meses de 2020. Um relatório da CONVIVA analisou que, entre janeiro e abril, os brasileiros assistiram 24% mais conteúdo na plataforma.

Não só entre consumidores, mas também entre as grandes produtoras de cinema o streaming ganhou muita força. A Warnes Bros, por exemplo, estreará todos os seus filmes do ano na plataforma HBO Max. A Disney também lançou seu serviço ao longo de 2020, o Disney+. Já outras grandes como Sony Pictures e Paramount têm lançado alguns filmes no Netflix e AppleTV+. A mudança de abordagem acompanha a realidade do isolamento social, que fechou cinemas e despencou os gastos com publicidade no setor, como já mostrou o blog da Projetual Comunicação (aqui).

Mesmo que já tenham “esfriado” um pouco, as lives foram um formato que deram muito certo. A da cantora Marília Mendonça, por exemplo, juntou 3,3 milhões de pessoas em tempo real. Na ocasião, vimos forte o marketing de influência com o patrocínio da Havaianas. Na loja virtual da patrocinadora, o modelo de calçado que a artista utilizou na live foi o produto mais vendido daquela semana, segundo a revista Exame.

O consumo é (e vai ser ainda mais) dentro de casa

Como é esperado, os carrinhos de compra virtuais ficaram mais cheios durante a pandemia – e a tendência é que continuem assim. A Mastercard, em parceria com a Americas Market Intelligence (AMI), descobriu através de uma pesquisa na América Latina que cerca de 46% dos brasileiros aumentaram o número de compras online durante a pandemia, com 7% comprando pela primeira vez.

É importante a previsão que faz Ana Paula Lapa, a vice-presidente de Produtos e Inovação da Mastercard Brasil:

“O Brasil, assim como o restante da América Latina, está em um ponto de virada para a digitalização da economia e do varejo, no qual opções de pagamento seguras e convenientes se tornaram uma prioridade.

E quando falamos em e-commerce, as marcas precisam lembrar mais uma vez da importância do marketing digital. Os investimentos nesse setor só devem crescer nos próximos meses, acompanhando a tendência de consumo global.

Comportamentos que chegaram

Uma pesquisa interessante do Twitter buscou entender o que mudou no comportamento dos usuários em 2020. A plataforma analisou as próprias postagens dos usuários, mapeando as menções que mais cresceram durante o ano.

Entre várias coisas que a pesquisa descobriu, uma das mais relevantes é que as pessoas estão aproveitando mais as coisas simples da vida, como a natureza: houve 46% mais menções sobre isso, comparando com o ano anterior. O pessoal também está mais criativo: a quarentena criou 30% mais criadores de conteúdo; 35% novos desenhistas e ilustradores; e 37% novos padeiros – sim, a tendência do “aprender a fazer pão” foi forte.

Algo que ficou bem marcado é a preocupação das pessoas com o mundo. O envolvimento em questões e causas sociais nunca foi tão forte, como mostrou a adesão ao movimento #BlackLivesMatter.

Para as marcas, fica a lição de que é necessário se conectar ao anseio das pessoas. Todos querem mais consistência e honestidade na comunicação, mais empatia, mais criatividade. Não é sobre se adequar ao momento para “parecer bonito”, mas sim procurar oportunidades para criar atitudes e mensagens positivas.

Em minhas consultorias de marketing digital, eu sempre bato em uma tecla: é necessário conhecer o público. Não só o público-alvo, mas os consumidores reais – geralmente representados pelas personas. Nunca foi tão necessário se aproximar deste público e construir redes de comunicação diretas, sinceras e eficazes. O mundo pós-pandemia espera por empresas mais conectadas com os problemas reais de seus usuários.

Frete grátis no e-commerce: quando utilizar essa estratégia?

Frete Grátis Loja Virtual

O frete grátis no e-commerce costuma ser uma estratégia muito bem-sucedida para vender mais. E em um momento como este, de isolamento social, no qual cada vez mais pessoas estão optando por comprar on-line, oferecer frete grátis pode ser uma boa opção para conquistar novos clientes.

Mas é preciso muita cautela e planejamento para que seja possível oferecer frete grátis em sua loja virtual com segurança. Por isso hoje vou falar um pouco mais sobre essa opção. Vem comigo!

A importância do Frete Grátis para sua Estratégia de Vendas

O frete sempre foi motivo de muita preocupação por parte dos lojistas virtuais. Afinal, oferecer a melhor opção de entrega pode ser fundamental para a decisão de compra. Por outro lado, sabemos que nenhuma loja on-line sobrevive com frete 100% grátis o tempo todo, mas alguns números mostram como pode valer a pena investir nesse tipo de ação.

De acordo com o estudo Consumer View, realizado pela National Retail Federation (NRF), os consumidores estão cada vez mais esperando por ações de frete grátis em e-commerces. Além disso, outro movimento interessante é o de retirar suas compras do e-commerce em uma loja física.

O resultado do estudo ainda constatou que 75% dos consumidores entrevistados querem frete grátis mesmo em pedidos abaixo de US$ 50. Os baby boomers (nascidos em 1946-1964) são os que mais demandam entregas gratuitas, com 88% deles desejando a ação. Por outro lado, 77% para a Geração X (1965-1980), 61% para os millennials (1981-1994) e 76% para a Geração Z (1995 e posterior). Os dados da NRF também indicam que 65% dos e-consumidores pesquisam os limites de frete grátis antes de adicionar itens aos carrinhos de compras on-line.

O que considerar ao oferecer Frete Grátis na sua Loja Virtual?

Preço do Frete para a sua Loja

Frete grátis mesmo, só para o cliente. Sua loja on-line precisará de alguma maneira despachar o produto e isso tem custo. Por isso, quanto menor o preço de frete, menor será seu custo com essa prática. Nesse caso, você pode negociar e conseguir preços mais atrativos com a transportadora, normalmente com um grande volume de fretes contratados e de acordo com a região de entrega. Algumas plataformas também oferecem negociações especiais e intermedeiam a operação com os Correios, por exemplo, devido ao alto volume que seu montante de clientes opera.

Não esqueça da margem de lucro

Para sua loja, o valor do frete deve ser retirado da margem de lucro dos produtos comercializados. Por isso, uma boa opção pode ser selecionar produtos com boa margem de lucro, ou então faça uma readequação dos preços.

Busque definir uma região específica

Por meio de ferramentas de análises e relatórios disponíveis na internet, como o Google Analytics, você pode verificar quais regiões mais acessam sua loja on-line, que mais montam carrinhos, ou seja, com maior potencial de vendas.

Com isso, você pode montar uma ação específica de frete para essas regiões. Com isso em mente, busque estreitar a relação do seu e-commerce com a transportadora para entregas nessas regiões, conseguindo valores mais atrativos decorrentes do volume, como citado na primeira opção.

Limite regras para o frete

Algumas formas de incentivar o consumidor a comprar mais é oferecendo a ele mais produtos, ou de valores mais altos, em troca do frete grátis. Por isso, você pode criar kits ou regras para utilização do frete grátis. Uma ação bastante comum em lojas virtuais é o limite de valor; por exemplo, compras acima de R$ 199.

É comum também trabalhar com entrega gratuita para determinados estados ou cidades, como no item anterior. Logo, você pode trabalhar com ações de frete grátis só para São Paulo, por exemplo.

Por fim, lembre-se sempre de pesquisar a concorrência e ver qual tipo de frete mais comum no seu setor específico, pois sabemos que em muitos casos o concorrente pode divulgar “Frete Grátis” com o custo – ou boa parte dele – embutido no preço do produto. E, para o consumidor, o apelo de perceber alguma vantagem na negociação pode ser o impulso que faltava para apertar o botão Comprar…

Também podemos pensar frete grátis em campanhas pontuais como CAC, ou Custo de Aquisição de Clientes: neste caso você estuda uma região potencialmente interessante para o seu negócio e oferece frete grátis para uma ação específica. A ideia consiste em pagar o frete como contrapartida à atração de novos clientes, o que pode funcionar ainda melhor se você incluir um Cupom de Desconto para uma segunda compra no período de 30 dias, por exemplo. Desta forma você estimula a recompra, mas certifique-se de que de preferência apenas o primeiro frete seja pago por você, por isso a ideia de campanha de “tiro curto”, como a ilustrada abaixo. Ah! Só tome cuidado se seu ticket médio for muito baixo. Neste caso o CAC pode não compensar a ação.

Você já usou algumas dessas estratégias no seu e-commerce?

Me conta nos comentários!

7 Tendências para o e-commerce brasileiro em 2020

Tendências E-commerce 2020

Esse artigo publiquei há alguns dias no Portal Escola de E-commerce. Alguns, pela relevância, coloco aqui também. Mas tem outros conteúdos por lá, dá uma olhada. 😉

Já estamos em fevereiro de 2020 e ainda permanecem algumas dúvidas a respeito do que vai fazer a diferença no e-commerce brasileiro este ano. São cada vez mais tecnologias, recursos, apps e ferramentas que prometem aumentar as vendas e mudar a experiência do cliente. Mas para facilitar um pouco, abordarei nesse artigo sete tendências para sua empresa investir e obter resultados com sua loja online.

Voice Commerce

Essa é uma modalidade de compra feita virtualmente, realizada através do uso do comando de voz. Já foi aposta em 2019 e segue como tendência para o ano de 2020. Pesquisas realizadas pela ComScore dizem que metade dos pedidos online realizados no ano terão pelo menos um feito por comando de voz.

A popularização de assistentes como Alexa e Siri tende a crescer, possibilitando cada vez mais o uso do comando de voz para realizar compras online. Os assistentes de voz, que já eram usados para atividades rotineiras, como para pesquisar no Google, ou traçar uma rota no trânsito, passam a ser incorporadas em atividades mais complexas, como comprar online por comando de voz. E-commerces como de supermercados, que oferecem compras automáticas, podem se beneficiar ainda mais com esse uso.

B2B

O Business to Business, ou B2B, está em processo de expansão no mercado digital. Esse tipo de comércio on-line, que é basicamente e-commerces que vendem para outras empresas, vão faturar cada vez mais. Dados da Frost & Sullivan estimaram que até o final de 2019 e-commerces B2B já iriam faturar o total de US$ 6,6 trilhões. Em 2020 a tendência é que esse número aumente.

Transparência com o seu público

Se você pensa em construir uma marca é importante ser transparente com o seu cliente. A transparência é cada vez mais um fator positivo no crescimento do seu e-commerce. Isso se deve ao fato de que com o crescimento das redes sociais as pessoas ganharam voz como consumidores, podendo expressar suas opiniões, desejos e necessidades de forma fácil e natural, tornando a transparência no relacionamento da marca com o consumidor uma verdadeira necessidade. Além de ser uma questão de ética profissional, é uma tendência que também é um método para aumentar as vendas da sua loja a médio e longo prazo.

Versão Mobile

Com o crescimento no uso de smartphones para compras, é essencial ter uma versão da sua loja virtual para mobile. Implemente funcionalidades específicas e otimizadas na capacitação dos dispositivos móveis, pois é importante pensar na experiencia do cliente como um consumidor, e a partir disso diminuir os obstáculos ao usuário que dificultam a ida até o carrinho de compras. O ideal é que ele acesse clicando apenas uma vez, sem ter que passar por etapas que não são necessárias e só tornam o trajeto mais lento. O usuário quer agilidade e comodidade, ofereça isso a ele sempre, prioritariamente.

Priorize a simplificação de outros elementos, como por exemplo o resgate de senhas e o histórico de compras – que devem ser fáceis de acessar. Apresente o custo de entrega através da localização do cliente, e o mais importante: ofereça opções de pagamento para smartphones.

A tendência é que as lojas foquem na experiência que seu cliente terá ao acessar seu e-commerce. Ao dar devida atenção aos detalhes, a marca irá se diferenciar da concorrência.

Realidade aumentada

A realidade aumentada é um elemento interessante para a experiência de compra do consumidor. Através dela sua loja pode oferecer ferramentas que aumentem a probabilidade de conversão. Muitas lojas virtuais tem usado esse artifício, como por exemplo marcas de tinta que apresentam a possibilidade do usuário testar cores em suas paredes virtualmente, ou lojas de móveis que oferecem a experiência de  ver como um móvel ficaria em determinado espaço da casa.

Logística

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, e que não possui uma rede de transportes muito variada, a questão logística tende a se tornar um problema, impedindo, muitas vezes, que marcas alcancem consumidores mais distantes com eficiência e/ou rapidez.

Diante a isso, algumas empresas têm investido cada vez mais em um processo otimizado. Pontos de retirada de mercadoria tem tido um grande crescimento, pois eles diminuem o preço do frete, atraindo mais clientes, e tornando a compra do produto muito mais fácil e acessível para os usuários. Dessa forma a logística é facilitada e o consumidor torna-se possível para sua empresa alcançar.

Descrição de Produtos

A tendência é que a descrição dos produtos evolua consideravelmente em 2020. A grande aposta é que a descrição de produtos feita através de vídeos aumente, focando assim na experiência do consumidor.

Se formos pensar na finalidade da descrição de produtos, teremos como resposta a curiosidade e a busca por informações dos clientes por cores, materiais que o produto foi feito, medidas e outros detalhes que são muito melhor visualizados em um vídeo demonstrativo. E-commerces voltados para a área de moda, por exemplo, se beneficiam muito com o uso desse formato.

Outras tendências importantes poderiam ter sido listadas, como os ChatBots e o Social Selling, mas podemos tratar deles em um próximo conteúdo. E você, tem alguma aposta? Se sim, deixa aqui nos comentários!

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